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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vaga de Vereador de Divinopolis, Vira caso ainda Sem Explicação

dvnews/candnews
Segundo o vice-prefeito, Francisco Martins (PDT), em contato com o Divinews, às 11h30m, disse que sequer estava sabendo da matéria de um “determinado” jornal, que na edição de hoje, quinta-feira (19), estampou o pedido da vaga do vereador Edson Sousa feito pelo PC do B, que coligou com o PDT na eleição de 2008, que por sua vez faz parte da base de apoio do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB)

Um “determinado” jornal (a partir de agora nos comprometemos em não falar mais o nome do determinado jornal, só por motivo de força maior), em uma matéria exclusiva de informação de “cocheira” que algumas pessoas da Câmara, pertencentes ao mesmo grupo político do prefeito, (embora não devessem porque são funcionários da Casa Legislativa e conseqüentemente do povo e não de partidos ou grupos políticos), ontem já sabiam o que sairia publicado hoje, noticiou que “PC do B quer vaga do vereador sem partido” 

A fala, dizendo mais não querendo dizer, do vice-prefeito Francisco Martins (PDT), como convém a todo bom político quando é pego em uma entrevista surpresa, é de que o traído pode ter sido ele (Francisco Martins), pelo grupo político liderado pelo PSDB.

Francisco disse ao editor do Divinews que vai esperar a “coisa” se confirmar oficialmente, e quando se confirmar “vamos ver como vamos atuar, pois a palavra que dei para o vereador Edson Sousa, de que ele não perderia o mandato, será mantida - O meu compromisso com ele não muda uma vírgula”, afirmou o vice-prefeito.


O vice-prefeito, Francisco Martins, ainda tentou justificar e convencer de que uma coisa são as ações do governo e outra é a vida de um partido, que os dois não se entrelaçam, querendo que o editor do Divinews, Geraldo Passos, aos 56 anos, passasse a acreditar em “papai Noel”, "fada madrinha", "Branca de Neve e os 7 anõs" e em vários “contos da carochinha”.

O fato é que, se Chiquinho não foi traído, ele traiu, se concordou com a ação do PC do B em pedir o mandato de Edson Sousa, já que o STF diz que o mandato pertence à coligação. 

É difícil de acreditar, quase impossível que a presidente do PC do B, Valéria Morato, antes de tomar a decisão de pedir o mandato do vereador, não tenha conversado com o Prefeito Vladimir Azevedo e a cúpula do PSDB, sobre a intenção do partido.

A se confirmar que Francisco Martins (PDT) foi traído, não lhe restará outro caminho a não ser romper de vez com o governo do PSDB. E, Edson Sousa acaba de informar ao Divinews que poderá retornar ao PDT.

veja noticia publicada pelo "determinado" jornal

A presidente do diretório municipal do PC do B e secretária adjunta de Educação, Valéria Morato, confirmou ontem a possibilidade de o partido brigar pela cadeira do vereador Edson Sousa na Câmara. A legenda faz parte da coligação pela qual o parlamentar foi eleito e o diretório estadual se reúne hoje, em Belo Horizonte, para debater o assunto. O parlamentar foi oficialmente desfiliado do Partido Democrático Trabalhista de Divinópolis - PDT - no último dia 13.

O primeiro suplente da vaga seria o secretário adjunto da Secretaria de Trânsito e Transportes - Settrans -, Gilberto Silva, mas ele não quis entrar na disputa. Valéria Morato preferiu se pronunciar através de seu advogado, Edson de Paula. Ele afirmou que o partido pode protocolar no Supremo Tribunal Federal - STF - uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - Adin - porque, conforme a jurisprudência, tanto do Tribunal Superior Eleitoral - TSE - quanto do STF, o mandato parlamentar conquistado no sistema eleitoral proporcional pertence ao partido. O advogado afirmou que, sem a cesta de votos de todos os pares que disputaram as eleições, Edson não teria sido eleito, incluindo os votos conquistados por Valéria Morato e só este fato lhe daria a prerrogativa de entrar com o processo.

- Estamos considerando a hipótese. O mandato não é objeto de negociação, é vontade popular. O STF decidiu muito bem ao entender que a cadeira é da coligação. Vamos decidir com muita rapidez, porque temos prazo político e legal. A fidelidade aos princípios programáticos tem que ser respeitada. Ele vota num propósito. Temos que respeitar as regras democráticas - explica.

A reunião será realizada pelo diretório estadual, uma vez que a decisão deve ser tomada com o respaldo da legenda em Minas Gerais. O vereador Edson Sousa disse ontem que tinha conhecimento sobre o fato e que a iniciativa teria o apoio do deputado federal Domingo Sávio (PSDB).

- Meu mandato pertence ao povo. Acho que posso perder se Deus me chamar. Tomei todas as providências e saí do PDT com autorização. Estou preparado. O pessoal do PDT tentou de qualquer forma me deter. Tenho documentos que comprovam isso. Quero orientar a presidente do PC do B para que ela trabalhe mais, tenha uma conduta pública e coerente. É um direito requerer essa cadeira, mas eu também posso me defender e recorrer. Quem julga a conduta e as normas de conflito é o Judiciário - concluiu.

O presidente do PDT em Divinópolis, Francisco Martins, afirmou não ter conhecimento sobre o assunto.

Desfiliação
Em maio deste ano, o presidente do PDT enviou um ofício à Câmara solicitando pausa nas ações e funções exercidas pelo vereador em nome do partido. Segundo o presidente, a suspensão temporária das atividades partidárias do parlamentar seriam mantidas até a elaboração de um documento possibilitando a desfiliação, sem a perda do mandato.

A Executiva Municipal da legenda votou, no último dia 2, pela desfiliação de Sousa sem perda do mandato. Martins afirmou que a desfiliação foi motivada, uma vez que o PDT é da coligação de apoio ao governo municipal e o vereador Edson Sousa assumiu uma posição antagônica à atual gestão.

 

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