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A fala, dizendo mais não querendo dizer, do vice-prefeito Francisco Martins (PDT), como convém a todo bom político quando é pego em uma entrevista surpresa, é de que o traído pode ter sido ele (Francisco Martins), pelo grupo político liderado pelo PSDB.
Francisco disse ao editor do Divinews que vai esperar a “coisa” se confirmar oficialmente, e quando se confirmar “vamos ver como vamos atuar, pois a palavra que dei para o vereador Edson Sousa, de que ele não perderia o mandato, será mantida - O meu compromisso com ele não muda uma vírgula”, afirmou o vice-prefeito.
É difícil de acreditar, quase impossível que a presidente do PC do B, Valéria Morato, antes de tomar a decisão de pedir o mandato do vereador, não tenha conversado com o Prefeito Vladimir Azevedo e a cúpula do PSDB, sobre a intenção do partido.
A se confirmar que Francisco Martins (PDT) foi traído, não lhe restará outro caminho a não ser romper de vez com o governo do PSDB. E, Edson Sousa acaba de informar ao Divinews que poderá retornar ao PDT.
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A presidente do diretório municipal do PC do B e secretária adjunta de Educação, Valéria Morato, confirmou ontem a possibilidade de o partido brigar pela cadeira do vereador Edson Sousa na Câmara. A legenda faz parte da coligação pela qual o parlamentar foi eleito e o diretório estadual se reúne hoje, em Belo Horizonte, para debater o assunto. O parlamentar foi oficialmente desfiliado do Partido Democrático Trabalhista de Divinópolis - PDT - no último dia 13. O primeiro suplente da vaga seria o secretário adjunto da Secretaria de Trânsito e Transportes - Settrans -, Gilberto Silva, mas ele não quis entrar na disputa. Valéria Morato preferiu se pronunciar através de seu advogado, Edson de Paula. Ele afirmou que o partido pode protocolar no Supremo Tribunal Federal - STF - uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - Adin - porque, conforme a jurisprudência, tanto do Tribunal Superior Eleitoral - TSE - quanto do STF, o mandato parlamentar conquistado no sistema eleitoral proporcional pertence ao partido. O advogado afirmou que, sem a cesta de votos de todos os pares que disputaram as eleições, Edson não teria sido eleito, incluindo os votos conquistados por Valéria Morato e só este fato lhe daria a prerrogativa de entrar com o processo. - Estamos considerando a hipótese. O mandato não é objeto de negociação, é vontade popular. O STF decidiu muito bem ao entender que a cadeira é da coligação. Vamos decidir com muita rapidez, porque temos prazo político e legal. A fidelidade aos princípios programáticos tem que ser respeitada. Ele vota num propósito. Temos que respeitar as regras democráticas - explica. A reunião será realizada pelo diretório estadual, uma vez que a decisão deve ser tomada com o respaldo da legenda em Minas Gerais. O vereador Edson Sousa disse ontem que tinha conhecimento sobre o fato e que a iniciativa teria o apoio do deputado federal Domingo Sávio (PSDB). - Meu mandato pertence ao povo. Acho que posso perder se Deus me chamar. Tomei todas as providências e saí do PDT com autorização. Estou preparado. O pessoal do PDT tentou de qualquer forma me deter. Tenho documentos que comprovam isso. Quero orientar a presidente do PC do B para que ela trabalhe mais, tenha uma conduta pública e coerente. É um direito requerer essa cadeira, mas eu também posso me defender e recorrer. Quem julga a conduta e as normas de conflito é o Judiciário - concluiu. O presidente do PDT em Divinópolis, Francisco Martins, afirmou não ter conhecimento sobre o assunto. Desfiliação Em maio deste ano, o presidente do PDT enviou um ofício à Câmara solicitando pausa nas ações e funções exercidas pelo vereador em nome do partido. Segundo o presidente, a suspensão temporária das atividades partidárias do parlamentar seriam mantidas até a elaboração de um documento possibilitando a desfiliação, sem a perda do mandato. A Executiva Municipal da legenda votou, no último dia 2, pela desfiliação de Sousa sem perda do mandato. Martins afirmou que a desfiliação foi motivada, uma vez que o PDT é da coligação de apoio ao governo municipal e o vereador Edson Sousa assumiu uma posição antagônica à atual gestão. |
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